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Servidores públicos realizam atos contra a Reforma da Previdência


No Dia Nacional de Paralisação e Mobilização contra a Reforma da Previdência, trabalhadores de diversos segmentos tomaram conta das ruas de Campo Grande. A concentração foi na Praça Ari Coelho com a presença de 20 mil pessoas, segundo os organizadores, que também saíram em passeata pelo centro da cidade.


O ato foi organizado pelo Comitê Estadual contra a Reforma da Previdência. Muitos representantes dos servidores públicos estaduais também participaram do manifesto, dentre eles, o Sinterpa. As mulheres também participaram em massa do protesto, já que serão as mais prejudicadas, pois a proposta quer igualar a idade mínima para conseguir a aposentadoria (65 anos) entre homens e mulheres.


Várias categorias pararam as atividades nessa quarta-feira, dia 15, em Mato Grosso do Sul, como os professores, os agentes penitenciários e os trabalhadores dos Correios, além dos motoristas do transporte coletivo de Campo Grande que saíram com os ônibus das garagens com 2h30 de atraso.


Depois da manifestação no centro da cidade, servidores de algumas categorias participaram de um protesto em frente à Assembleia Legislativa, organizado pelas entidades que representam os trabalhadores da segurança pública, com a presença da maioria dos sindicatos que compõem o Fórum dos Servidores do MS.


Nos discursos, todos os dirigentes sindicais eram unânimes em dizer que a PEC 287/16 representa o fim da aposentadoria no país e que, somente com a união das classes e com as mobilizações, é possível barrar essa proposta que está no Congresso Nacional. Os sindicalistas também afirmaram que as manifestações servem para pressionar os parlamentares federais para que votem contrário à reforma.


Os deputados estaduais Pedro Kemp, Cabo Almi, João Grandão e Amarildo Cruz, bem como o vereador delegado Wellington, declararam apoio às lutas das categorias e se colocaram ao lado dos trabalhadores.


Segundo o presidente do Sinterpa, Edimilson Volpe, esse momento histórico vai definir o futuro da maioria dos brasileiros. "A reforma prejudica seriamente todos os trabalhadores do país. É preciso organizar a resistência e conscientizar a população sobre o brutal ataque aos direitos que vem sendo patrocinado pelo governo Federal. As manifestações de hoje são apenas o início de uma nova etapa da resistência, que se dará nas cidades e no campo", afirmou.


De acordo os dirigentes dos sindicatos, serão organizados acampamentos nas proximidades das residências dos parlamentares federais de MS que são apoiadores da reforma da previdência.


Interior

Trabalhadores do Estado inteiro também se mobilizaram contra a reforma da previdência. Em Dourados, a concentração foi na Praça Antônio João. Várias categorias pararam as atividades e foram para as ruas. Cerca de 5 mil pessoas participaram do manifesto, que continuaram com uma passeata pelas ruas do centro da cidade até em frente ao escritório do deputado federal Geraldo Resende. Houve também bloqueio de rodovias pelos movimentos de trabalhadores rurais.


O manifesto de hoje é o início de uma agenda de protestos prevista pelos movimentos sindicais, que não descartam a possibilidade de greve geral no Estado.


Por: Assessoria de Comunicação do Sinterpa

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