Aprovação de guavira como fruta símbolo de MS estimula cultivo e preservação

Nativa do Cerrado, a guavira passou a ser símbolo de Mato Grosso do Sul. O destaque para a fruta está previsto na Lei 5.082, de autoria do deputado Renato Câmara, que entrou em vigor nesta quarta-feira (8). A medida autoriza a inclusão do símbolo em todas as divulgações turísticas do Estado.

 

Podendo ser consumida in natura ou processada na forma de suco, doces e licor, a guavira possui grande quantidade de vitamina C, fenóis totais e atividade antioxidante. "Depois da estiagem, começa a chuva e as frutas aparecem nos guavirais nativos. Por isso, são resistentes. O fruto verde e amarelo representa a cor do nosso país e, agora, se torna símbolo de Mato Grosso do Sul", destacou o deputado.

 

A lei estimula a preservação da planta e a geração de renda, principalmente na agricultura familiar. O cultivo passa a ser uma opção a mais para o produtor, evitando que a guavira se perca, como já aconteceu com outras espécies no Brasil. Esta é a avaliação da engenheira agrônoma e pesquisadora Ana Cristina Araújo Ajalla, que é coordenadora de pesquisa da Cepaer (Centro de Pesquisa e Capacitação da Agraer).

 

“Hoje o comércio da guavira vem do extrativismo, da coleta nas áreas nativas, a tendência seria que estas áreas fossem drasticamente reduzidas, devido à expansão da agropecuária modernizada. Mas agora, com essa divulgação da fruta, pode ser que muitos guavirais nativos sejam valorizados. Outro aspecto de fundamental importância é que ela pode se tornar uma planta cultivada e passar a ter uma cadeia produtiva. E ela pode ser preservada em função desse cultivo”.

 

Cultivo

 

Ana Ajalla desenvolve pesquisas com a guavira desde 2009 e, atualmente, cinco projetos estão em andamento na Agraer. “O nosso trabalho começou com a produção de mudas. Até então, pouco se sabia sobre como produzir mudas de guavira. Depois, colocamos no campo e fizemos algumas avaliações como produtividade, sistema de cultivo, incidência de praga, adubação, etc”.

 

A pesquisadora relata que uma das vantagens do cultivo é que, diferente da maioria das plantas frutíferas, a guavira é uma planta rústica, bem adaptada às condições de solo e clima locais, o que torna o sistema mais barato. A irrigação, por exemplo, não é essencial à guavira. Além disso, a proposta da pesquisadora é que a produção aconteça em sistemas integrados, como parte do que o agricultor já tem na propriedade.

 

No Estado, existem várias espécies de guavira, cinco já foram identificadas. A Campomanesia adamantium é a espécie predominante em Mato Grosso do Sul. A época de fruto começa no final de outubro e segue até começo de dezembro.

 

Por: Assessoria de Comunicação Sinterpa/Fotos: Dunga

 

 

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