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Usina instalada na Ceasa de Campo Grande dá destinação adequada para 100% de seus resíduos


Todo resíduo gerado na Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa/MS), em Campo Grande, terá destinação adequada dentro da sua própria estrutura. Uma usina inaugurada no dia 10 de setembro vai garantir a devolução de 8 toneladas mensais de adubo orgânico, resultado do processamento de cerca de 100 toneladas de resíduos produzidos mensalmente na Central.


O projeto, fruto da visão empreendedora do médico veterinário Elúsio Guerreiro de Carvalho que faleceu em julho passado, no exercício do cargo de diretor presidente da Ceasa, levará seu nome em reconhecimento a seu trabalho e em homenagem a sua memória. Para tanto, participaram do ato, Gustavo, filho do homenageado, com sua esposa e as duas filhas.


Segundo o secretário da Semagro, Jaime Verruck, com a instalação da usina todo o processo acontecerá dentro do próprio Ceasa, iniciando pela coleta seletiva, transporte, tratamento e conversão dos resíduos em adubo orgânico até o aproveitamento do resíduo sólido com a reciclagem de plástico e papelão e da madeira como material energético pela combustão.


“Hoje os grandes geradores estão obrigados a dar destinação adequada aos seus resíduos. Nós poderíamos ter apenas organizado para acumular tudo isso, e através de um contrato com a empresa Solurb, por exemplo, enviar para um aterro. Mas isso, seria um desperdício, de uma matéria orgânica que agora será disponibilizada para os produtores que comercializam no Ceasa, e dentro em breve também deverá atender os produtores do nosso projeto ‘Horta urbana’”, disse.


A Semagro, através da Agraer, em parceria com a Prefeitura de Campo Grande trabalharam juntas para transformar a Ceasa/MS na primeira Central do Brasil a fazer todas as operações de reaproveitamento de resíduos, tornando-se 100% reciclável.


A coleta do material será realizada por duas empresas, a Colecta Resíduos Industriais e a Organoeste Campo Grande. Elas trabalharão juntas e todo resíduo orgânico separado e coletado pela Colecta será disponibilizado à Organoeste para ser tratado pelo método de compostagem com a utilização de biotecnologia, com rigoroso controle diário de temperatura e odor e em conformidade com as exigências legais, obtendo-se, ao final do processo, adubo orgânico.


Texto: Kelly Ventorim (Semagro) e Livia Miranda (Agraer)

Foto: Néia Maceno/Assessoria de Comunicação Social da Agraer


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