Mais de 60% dos campo-grandenses gastam pelo menos R$ 40 em compra de hortifruti

12.03.2020

A maioria dos campo-grandenses, o equivalente a mais de 60%, gasta em média pelo menos R$ 40,00 por compra de hortifruti. É o que mostra um levantamento inédito sobre o comportamento de consumo dos produtos na capital realizado pelo Sebrae/MS e o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio/MS.

 

“É um valor bastante expressivo, gasto geralmente uma vez por semana”, afirma a economista, Daniela Dias. Além do gasto médio, a pesquisa aponta que muitos consumidores não realizam um planejamento na hora de adquirir o hortifruti. Apenas 34% dos entrevistados sinalizaram fazer compras de maneira planejada e utilizando listas; 29% compram porque viram uma promoção, 22% compram de forma aleatória sem dia certo e 13% porque já estavam no local.

 

Para mais da metade dos consumidores, o hortifruti é comprado na quinta-feira, e 50% adquirem os alimentos uma vez na semana. Mais de 70% preferem ir ao supermercado, em segundo lugar, está o sacolão, e em terceiro, a feira. E, geralmente, a mulher vai às compras com base nos gostos da família. Em 48% dos lares, ela é a responsável, e em 61% dos casos, os outros integrantes influenciam na escolha dos produtos.

 

Segundo a economista, Vanessa Schimdt, levando em conta o comportamento, os lojistas podem pensar em estratégias. “Os consumidores vão às compras toda semana porque preferem produtos frescos. A compra de hortifruti ocorre mais por oportunidade do que uma ida ao supermercado para isso. O lojista pode aproveitar para fazer uma promoção ou chamar atenção para a parte visual, porque esse consumidor tende a consumir por impulso”.

 

Na capital, o consumo de hortifruti está ligado a produtos de boa aparência. O estudo aponta que os 10 fatores mais importantes na decisão de compra são, respectivamente: poder escolher pessoalmente os produtos; a durabilidade; a aparência; a textura; o cheiro; o preço; aspectos nutricionais; produto higienizado; orgânico; e alimento pré-preparado – descascado ou cortado, por exemplo.

 

Outro destaque, que indica uma oportunidade para os pequenos negócios, é que mais de 90% dos pesquisados consomem frutas, verduras e legumes e mais de 90% dos almoçam em casa. “Esse cliente que compra do supermercado para fazer as refeições em casa, pode comprar dos supermercados pequenos, do supermercado de bairro, sacolão, entre outros”, explica a economista.

 

Consumo de orgânicos

 

Segundo a economista Vanessa Schimdt, os empresários interessados em investir na venda de orgânicos devem levar em consideração grupos específicos de consumo, já que a população campo-grandense em geral não atribui tanta importância para este critério.

 

“É uma oportunidade para nichos específicos que preferem este tipo de produto. Preferem orgânicos as mulheres, as pessoas com mais de 46 anos, as com Ensino Médio completo, pessoas casadas ou em união estável, pessoas com filhos e que não praticam exercícios físicos. Esses são os nichos que atribuem maior importância aos orgânicos”, disse.

 

Por: Assessoria de Comunicação do Sebrae/MS
Foto: Freepik

 

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