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Agraer de Ribas do Rio Pardo orienta produtores para a alimentação do gado leiteiro na seca


A produtividade dos rebanhos leiteiros está intimamente ligada a alimentação fornecida, pois é do alimento que o animal extrai a energia, proteína e demais nutrientes essenciais para mantença, reprodução e produção de leite. A alimentação deve, portanto, suprir as exigências nutricionais a fim de assegurar que as vacas se mantenham saudáveis, continuem emprenhando e expressem seu potencial de produção de leite.


Para vacas em lactação, as quantidades de nutrientes variam de acordo com o peso corporal, a produção de leite, o estágio de lactação e a ordem de parição.


Para suprir esses nutrientes exigidos diariamente os alimentos fornecidos são divididos em volumosos e concentrados.


Os alimentos volumosos mais utilizados nos sistemas de produção de leite no Brasil são as pastagens na época de abundância de chuvas (primavera/verão) e as silagens (capiaçu, sorgo, milho) e/ou cana-de-açúcar na época de escassez de chuvas (outono/inverno).


No período de escassez de chuvas, temperaturas amenas, dias mais curtos (fotoperíodo), todos esses fatores influenciam negativamente no desenvolvimento do capim, que foi mais agravado ainda esse ano pelas geadas que acometeram várias regiões. Neste cenário, os animais são alimentados exclusivamente com silagens, capineira (de capim elefante ou cana), e o teor baixo, principalmente, de proteína destes alimentos limita a produção a patamares inferiores aos das pastagens tropicais.


O uso de alimentos concentrados tem por objetivo suprir as deficiências nutricionais destes volumosos e permitir produções mais elevadas das vacas leiteiras. Os concentrados são, na grande maioria, compostos por suplementos energéticos, suplementos proteicos e suplementos minerais e vitamínicos.


Como os alimentos concentrados comerciais estão com um custo muito elevado, principalmente pelo alto preço das commodities milho e farelo de soja, o zootecnista Antônio Marcos Junior, da Agraer de Ribas do Rio Pardo, tem orientado produtores de leite a formular sua própria ração na propriedade, comprando os insumos e fazendo a mistura de acordo com a formulação feita pelo técnico.

Buscando baratear o custo do Kg, muitas vezes com uso de alimentos alternativos como farelo e caroço de algodão, farelo de trigo, casquinha de soja, etc. É importante um profissional habilitado fazer a formulação para que o alimento seja bem balanceado principalmente em seus teores de PB e NDT.


A formulação é uma maneira de reduzir o custo do concentrado por litro de leite. A composição do concentrado deve levar em consideração as necessidades nutricionais dos animais, a qualidade e quantidade do volumoso ofertado, os ingredientes disponíveis na região e os custos dos produtos.


Como misturar os ingredientes

Para os pequenos produtores que não possuem capacidade de investimento e têm rebanhos menores, a mistura pode ser realizada manualmente com auxílio de uma enxada e/ou pá em piso pavimentado e limpo.


Todavia, produtores com maiores rebanhos necessitam produzir mais concentrado e, nesse caso, o uso de um misturador é fundamental para que a mistura seja bem homogênea.


Texto e fotos: Escritório da Agraer de Ribas do Rio Pardo

Foto de Capa: Divulgação Agraer