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Agraer e Cecane orientam a comercialização de produtos biodiversos em aldeias indígenas


A equipe da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) da regional de Anastácio e do Setor de Agroindústria e Políticas Públicas de Compras de Alimentos estiveram presentes nas primeiras apresentações do Centro Colaborador de Nutrição e Alimentação Escolar da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Cecane/UFMS) promovidas em comunidades indígenas até a primeira semana do mês de maio.


O intuito foi auxiliar as famílias nas aldeias que já desenvolvem ou têm interesse em alguma atividade agroindustrial e possuem no território biodiversidade com potencial uso alimentar, estimulando a inserção de frutos nativos na alimentação escolar.

Os encontros foram realizados em cinco comunidades em três municípios do Estado. Nas aldeias Imbirussu, no Distrito de Taunay, Limão Verde, Buritizinho e Córrego Seco em Aquidauana; a aldeia La Lima em Miranda e na Terra Indígena Nioaque, que possui um complexo multiuso de alimentos na aldeia Brejão.


Na ocasião, a equipe da Agraer apresentou as atividades desenvolvidas com os povos indígenas, como a elaboração da Declaração de Apoio ao Pronaf (DAP), apoio às atividades produtivas regulares ou provenientes de ações que serão fomentadas pelo Programa de Apoio às Comunidades Indígenas de Mato Grosso do Sul (Proacin). Além de montar os projetos para as chamadas públicas do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).


“Identificamos que as aldeias visitadas em Nioaque e Miranda têm tido uma participação muito pequena na oferta de produtos nos programas de alimentação escolar, apesar de existir um potencial tanto na oferta de alimentos tradicionalmente adquiridos pelas escolas, que não tem recebido produtos da Agricultura Familiar local, como pela presença de produtos da biodiversidade local”, pontuou Denise de Miranda, gestora de desenvolvimento rural do Setor de Agroindústria Rural e Políticas Públicas de Compras de Alimentos. Em Aquidauana, a compra já está sendo feita em algumas comunidades indígenas, apesar de em pequena quantidade.

Alguns frutos nas aldeias com potencial produtivo apontados pelas comunidades foram acerola, araçá, caju, cajá manga, mangaba, goiaba, guavira, limão, pitanga, tamarindo, jamelão, jatobá, bocaiuva, cumbaru, araticum, pequi, cajuzinho, buriti, pitomba, ingá, jambo, marmelo e tarumã.


Durante as reuniões, a Agraer também reafirmou seu papel de estar disponível para prestar assistência na elaboração de projetos de PNAE para as comunidades, apoiar na formalização sanitária de grupos de produção e seguirá acompanhando as atividades do Cecane agendadas para o próximo mês de junho, contribuindo com a diversificação da oferta de alimentos para as instituições de ensino e enriquecendo os cardápios escolares.


Texto: Igor Moura/Assessoria de Comunicação Agraer

Fotos: Escritório da Agraer de Anastácio