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Comunidade Quilombola de Santa Tereza inicia discussão do Plano de Desenvolvimento Sustentável


A equipe da Agraer participou de reunião com representantes da Comunidade Rural Quilombola de Santa Tereza, em Figueirão, para debater a elaboração de um plano de desenvolvimento para comunidade.


A reunião foi realizada no dia 22 de fevereiro após pedido de apoio do presidente da Associação dos Produtores Rurais de Santa Tereza, Adauto Candido Pereira, ao representante da Agraer de Figueirão, o técnico Agrícola Luís Carlos P. Ramos.


No encontro, o engenheiro agrônomo Altair Luiz, do Escritório da Agraer de Costa Rica, enfatizou a valorização da identidade quilombola. Ele citou o escritor negro Abdias do Nascimento que diz “Quilombo não significa escravo fugido. Quilombo que dizer, reunião fraterna e livre, solidariedade, convivência e comunhão existencial”. Com esta mensagem, foram apresentadas as políticas públicas para agricultura familiar com destaque para as comunidades Quilombolas, como a existência de um Selo Nacional da Agricultura Familiar e da Vitrine da Agricultura Familiar.


Um espaço de valorização da produção destas comunidades a nível nacional. Com essas informações, o grupo ficou muito animado e será dado início à elaboração participativa de um Plano de Desenvolvimento Rural e Sustentável para Comunidade Quilombola de Santa Tereza. Esta ação terá apoio direto da associação dos produtores, Prefeitura Municipal de Figueirão e da Agraer.

Comunidade

Na zona rural de Figueirão, cerca de 40 km da sede do município, está localizada a tradicional Comunidade Rural Quilombola de Santa Tereza. Tendo como origem a Família do Senhor Joaquim Malaquias da Silva, que ocupou as terras do então município de Camapuã por volta de 1901. Essa comunidade é muito conhecida culturalmente pela festa religiosa do Divino Espírito Santo. Festa esta que está na sua 113ª edição.


Segundo levantamento da Associação dos Produtores Rurais de Santa Tereza, a comunidade hoje é composta por 60 famílias, com cerca de 120 pessoas, distribuídas pela região. Tem como principal atividade econômica a exploração da pecuária de leite. É reconhecida como uma tradicional e importante bacia leiteira da região.


A Associação deseja ampliar as opções de exploração econômica na região e as alternativas de renda para comunidade, principalmente para os jovens da comunidade. Segundo o presidente da associação, Adauto Candido Pereira, os jovens quando concluem os estudos são estimulados a mudarem da comunidade por não terem alternativas de emprego e renda. A região é tradicional na atividade da pecuária de corte e esta atividade econômica ocupa pouca mão-de-obra.


A atividade de pecuária de leite desenvolvida não emprega muita tecnologia e, atualmente, está sendo pouco rentável, devido principalmente aos altos custos na produção.


Com informações e fotos: Escritório da Agraer de Costa Rica