Pesquisadora da Agraer conduz dia de campo sobre cultivo de pitaya em São Gabriel do Oeste
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O cultivo da pitaya tem ganhado espaço como alternativa promissora para diversificação produtiva e geração de renda na agricultura familiar de Mato Grosso do Sul. Em São Gabriel do Oeste, produtores rurais, técnicos e representantes do setor agrícola participaram de um dia de campo voltado à cultura da fruta, realizado no Sítio Dall’Acqua, no Assentamento Itaqui.
A atividade foi conduzida pela pesquisadora do Centro de Pesquisa e Capacitação da Agraer (Cepaer), Aline Mohamud, e abordou todas as etapas do cultivo da pitaya, desde a produção de mudas até a colheita de frutos de qualidade.
Durante a capacitação, foram apresentados conteúdos técnicos relacionados aos aspectos botânicos da cultura, principais espécies cultivadas, escolha e preparo da área, espaçamento, implantação do pomar, cobertura do solo, florescimento, polinização, manejo, adubação e colheita. O dia de campo também contou com uma oficina prática de produção de mudas, em que os participantes aprenderam, na prática, técnicas de seleção de matrizes, preparo das estacas, cicatrização, enraizamento, tutoramento e cuidados com a sanidade das mudas.
Além da troca de conhecimento técnico, a ação reforçou o potencial da pitaya como cultura estratégica para pequenos produtores, especialmente diante da crescente valorização da fruta no mercado e da possibilidade de inserção em programas institucionais de alimentação.
Segundo a pesquisadora Aline Mohamud, o município reúne condições favoráveis para a expansão da cultura. “São Gabriel do Oeste apresenta características muito positivas para o cultivo da pitaya, como boa incidência solar, temperaturas adequadas e solos bem drenados. É uma fruta de alto valor agregado, que pode ser cultivada em pequenas áreas e representa uma excelente alternativa de diversificação produtiva e geração de renda para a agricultura familiar”, destaca.
A pesquisadora também ressalta que ações de capacitação e transferência de tecnologia são fundamentais para o fortalecimento da fruticultura no Estado.
“Nosso objetivo é levar conhecimento técnico ao produtor para que ele tenha segurança no manejo da cultura e consiga enxergar a pitaya como uma oportunidade viável de produção. Além da pesquisa desenvolvida no Cepaer, esse trabalho de campo aproxima a ciência da realidade rural e amplia novas possibilidades econômicas para os agricultores”, afirma.
Atualmente, Aline desenvolve a pesquisa “Crescimento, desenvolvimento, produtividade e qualidade de frutos de pitayas como cultura alternativa aos produtores de Mato Grosso do Sul”, conduzida no Cepaer/Agraer, em Campo Grande. “Entre os resultados obtidos até o momento, cultivares como BRS Granada do Cerrado, Roxa do Pará e Branca Comum têm apresentado melhor adaptação, vigor e precocidade produtiva nas condições de solo e clima do Estado”, informou a pesquisadora.
Produtor rural no Assentamento Itaqui, Geomar Dorneles, que atua principalmente na produção de leite, participou da atividade após convite da equipe técnica da Agraer e vê na pitaya uma alternativa futura para a propriedade.
“Nossa principal atividade hoje é a produção de leite, mas participar desse dia de campo abriu nossa visão para novas possibilidades. Ainda não plantamos pitaya, mas minha esposa já tem esse interesse e o curso ajudou bastante a entender o potencial da cultura e como começar da forma correta”, relata.
Fotos: Divulgação

















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