Servidores estaduais protestam e votação do reajuste é adiada

Com faixas, cartazes e até um caixão levado por trabalhadores da UEMS para simular o luto da categoria, os servidores públicos estaduais lotaram o plenário da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (3). Na sessão de hoje, estava prevista a votação do projeto de lei do Executivo que propõe reajuste salarial de 3,04%. Por conta da mobilização, o líder do governo, deputado Rinaldo Modesto, retirou o projeto da pauta.

 

O movimento contou com a participação de representantes de diversos sindicatos, entre eles o Sinterpa, que integram o Fórum dos Servidores Estaduais. O presidente da Associação dos Subtenentes, Sargentos e Oficiais da PM e Bombeiros (ABSSMS), Thiago Mônaco Marques, usou a tribuna da Casa de Leis como representante do Fórum.

 

“Nossa vinda aqui hoje foi justamente em busca da tão sonhada democracia. Semana passada fomos surpreendidos com a notícia do pífio índice de 3,04%, sem margem para negociação nenhuma, segundo o secretário de Governo”, explicou Thiago.

 

Os sindicalistas destacaram ainda que o funcionalismo público acumula uma perda salarial de 23,44% nos 3 últimos anos. No ano passado, o reajuste foi de 2,94%. Este ano, os servidores ainda serão prejudicados pelo aumento da contribuição para a previdência estadual.“São quase quatro anos de perdas salariais e o Governo fala em promoção, que é uma coisa, reajuste outra completamente diferente. A partir de 1º de maio também haverá o aumento da contribuição previdenciária para 14%. Precisamos da ajuda de todos os parlamentares para que haja uma melhor prestação de serviços à população sul-mato-grossense”, cobrou o representante do Fórum.

 

Agora a tarde, está prevista uma audiência com os servidores do setor administrativo da educação e o líder do governo para debater o reajuste salarial. Por tramitar em regime de urgência, a proposta está automaticamente pautada para a sessão de amanhã.

 

Novo protesto

O Fórum dos Servidores convoca todos os servidores públicos para mais uma mobilização na sessão desta quarta-feira (4) para pressionar os parlamentares durante a votação do projeto de lei. A proposta já foi aprovada em primeira discussão no dia 28 de março.

 

A preocupação dos sindicalistas é que o reajuste deve ser votado nesta semana por conta do prazo estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que determina que não pode haver aumento salarial acima da inflação seis meses antes da eleição, ou seja, a partir do início de abril.

 

Com informações da Assembleia Legislativa

 

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