top of page

Posts Sinterpa

Cultura do café encontrou na agricultura familiar de Ivinhema o ambiente propício para cultivo


O município de Ivinhema é conhecido como a capital do café em Mato Grosso do Sul por contar com 300 hectares para o cultivo dos grãos, cerca de 80 agricultores familiares envolvidos no cultivo e uma colheita prevista de 270 mil quilos na safra de 2018.


Por ter em suas raízes à colonização paulista, povo com forte ligação na cultura do café, a cidade de Ivinhema conta com agricultores familiares esforçados no cultivo e que mostra a paixão por essa atividade através da beleza de suas lavouras e a qualidade dos grãos como o casal Oribes e Nilza Maria Branco.


Com 8 alqueires de área, a lavoura é constituída por café do tipo arábica. Com auxílio na elaboração de projetos dentro do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e assistência técnica da Agraer, o sítio da família Branco tem demonstrado boa colheita ao longo dos anos. “Fizemos um financiamento de R$ 77 mil para compra de um secador e, por conta própria, estamos construindo um barracão ao lado para guardar o trator, as ferramentas”, afirma Oribes em tom descontraído.


Com o secador instalado, Oribes já consegue entregar os grãos “beneficiados” e não mais in coco, como ele define. “Você colhe, seca e beneficia. Agrega valor ao grão. Antes a gente só vendia a coco, digamos assim, porque é com casca e tudo. Quando você entrega limpinho é diferente. A venda é mais certa e o valor pode subir de 15% a 20%”, garante.


Só nesta safra de 2018, Oribes calcula que a produção dele chegue a 500 sacas de café. Pensando que cada saca contém sempre 60 quilos, são nada mais nada menos que 30 mil quilos prontos para comercialização. “Não tenho outra fonte de renda. Então, a gente tem que calcular certo os custos e a renda pensando que é uma safra no ano. Só que a gente gosta do que faz e planejando bem tem como seguir. Eu sempre falo que para eu trocar de atividade é muito difícil”.


Cafezais

Um cuidado que o casal tem é com o trabalho de rebrota das plantas. “Em 2017, a colheita foi de 250 sacas. A gente costuma dizer que o café é bianual, uma safra é boa e no outro nem tanto. É que quando o pé de café tem uma boa produção em um ano, no outro ele, ainda, não se recuperou totalmente. Aqui é feito o esqueletamento, onde se corta as galhas mais judiadas, para que rebrote e venha uma nova, mais bonita e carregada de grão, na próxima colheita”, justifica.


Nesse contexto de cultivo, a saúde dos cafezais é sempre observada. “Recomendamos a adubação, calagem, controle de pragas e doenças, renovação de pés de café para que a cada colheita se tenha novas plantas que forneçam bons grãos e em quantidades desejadas. A cultura do café é perene, um pé de café pode ter até 20 anos de produção”, conta uma das técnicas da Agraer de Ivinhema, Teonília.


“Do fundo do coração, dou nota dez para o atendimento da Agraer. Os técnicos estão sempre na propriedade, orientando sobre o combate de pragas e doenças, manejo do solo. A cultura do café não traz tanto dinheiro como no passado, mas ela traz benefícios. Se o preço de mercado está muito baixo você pode segurar um pouco as sacas, sem contar, que você tem um tempo maior para colher do que outros alimentos que estragam rápido. O café aguenta um ou dois anos bem armazenado”, conclui o produtor.


Por: Agraer


bottom of page