Com auxílio da assistência técnica, agricultora familiar inaugura agroindústria de queijos em Aquidauana
- há 16 horas
- 2 min de leitura

Depois de anos de trabalho, persistência e superação, a agricultora familiar Rose Cler Duarte, da Estância Santa Luzia, conquistou a legalização da sua produção e inaugurou a própria agroindústria “Cler Queijos” de derivados de leite em Aquidauana.
A conquista, que marca um novo momento na sua trajetória, contou com o apoio da Agraer, responsável por orientar todo o processo de estruturação e regularização da unidade, culminando na entrega do Certificado de Registro do Serviço de Inspeção Municipal (SIM/CIDEMA), durante evento realizado no dia 30 de março.
“Antes eu trabalhava com medo, porque não era legalizado. Agora, com o selo, posso vender com tranquilidade, entrar em mercados e até comercializar em outros municípios. Isso muda tudo. É mais renda, mais segurança e mais dignidade”, afirma a produtora Rose Cler.
Para a técnica da Agraer, Simone Rodrigues, que acompanhou de perto a trajetória da produtora, o resultado reflete o impacto da assistência técnica. “A gente acompanha desde o início, orientando cada etapa. Não é só produzir, é transformar o produto, agregar valor e acessar mercados. Ver a agroindústria da dona Rose regularizada é motivo de orgulho, porque representa autonomia e qualidade de vida no campo”, ressalta.
O processo de regularização foi construído ao longo de anos com acompanhamento técnico da Agraer, iniciado ainda em 2014, por meio da Chamada Pública do Leite (Programa Leite Forte). A atuação incluiu adequações sanitárias, implantação de boas práticas de fabricação, orientação na estrutura da queijaria e apoio na gestão do negócio.
O atendimento foi realizado pelo escritório da Agraer do município de Aquidauana, composta por Simone Rodrigues, Ivania de Oliveira, Cesar Martins e Mário César de Melo, com apoio do setor de Agroindústria em Campo Grande, formado por Denise de Miranda, Mariana Marques e Flávia Caroline Leal. Além da parceria com a Prefeitura Municipal, por meio das Secretaria de Produção e da Vigilância Sanitária.
Já a servidora Denise de Miranda destaca o papel estratégico da agroindustrialização. “Quando o produtor transforma o leite em derivados, ele deixa de depender do preço da matéria-prima e passa a comercializar um produto com maior valor agregado. A regularização abre portas, garante segurança alimentar e fortalece toda a cadeia produtiva”, explica.
Em um cenário onde o município não conta com laticínios e enfrenta dificuldades para comercializar o leite in natura, a agroindustrialização surge como alternativa estratégica para fortalecer a economia local. Com a certificação, a produtora passa a acessar novos mercados, incluindo feiras, comércios e programas institucionais como o PAA e o PNAE.
Além disso, a formalização possibilita acesso a crédito rural, incentivos fiscais – como o programa Prove.
Por: Agraer





















Comentários