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Comunidade Furnas da Boa Sorte recebe treinamento sobre preparo da calda bordalesa


O engenheiro agrônomo Isaías de Souza Franco, técnico da Agraer regional de Campo Grande, ministrou um treinamento de manipulação e preparo da calda bordalesa para agricultores familiares da Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte. Integraram a equipe de treinamento os técnicos Auriney Menezes, do escritório local de Corguinho, e Marcos Arruda, do escritório local de Rochedo.


Segundo Isaías, a calda bordalesa é uma mistura da cal virgem, sulfato de cobre e água utilizada na agricultura familiar para o controle preventivo de várias doenças. O produto possui baixa toxicidade e funciona como repelente para alguns insetos e também como fonte de cálcio e cobre na adubação foliar.


“Demonstramos a quantidade dos ingredientes do produto a ser aplicada para as mais diversas culturas, como maracujá, limão, uva e hortaliças, pois cada planta possui medidas diferentes dos ingredientes da calda”, explicou o agrônomo.


A capacitação reuniu 11 produtores familiares da comunidade quilombola Furnas da Boa Sorte, uma comunidade situada próximo à Serra de Maracaju, no município de Corguinho. O treinamento objetivou mostrar na prática a recomendação técnica do preparo, manuseio, cuidados e uso da calda bordalesa, a fim de prepará-los para que possam realizar a manipulação e aplicação de forma segura e adequada.


Os participantes receberam luvas de borracha, óculos, máscaras e medidor de pH ácido-base (papel tornassol) para medir o pH (indicador de acidez ou alcalinidade) da calda bordalesa. Os técnicos demonstraram como cada ingrediente da fórmula deve ser manipulado para produzir um fungicida com pH próximo de 7 (que corresponde ao pH neutro) e assim manter a máxima eficiência do produto.


Os moradores atuais correspondem à sexta geração de habitantes e todos são descendentes das primeiras famílias de Bonifácio Lino Maria, José Matias Ribeiro e João Bonifácio Catarino. No local residem 55 famílias que praticam a agricultura, pecuária, produção de rapadura e farinha.


Por: Assessoria de Comunicação da Agraer

Foto: Isaías de Souza Franco – Escritório da Agraer de Campo Grande