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Produção de orgânicos em Campo Grande cresce 25%


Produtores de vegetais orgânicos de Campo Grande começam 2018 com demanda em alta, volume de produção em recuperação e o desafio de organizar a própria escala de produção no campo para abrir novas oportunidades de comércio na Capital. O segmento fechou o ano passado produzindo em torno de 50 toneladas/mês de hortaliças livres de agrotóxicos, volume 25% superior à média do ano anterior, de 40 toneladas/mês. Os dados, referentes à produção de hortifrútis orgânicos comercializada em feiras da Capital, são da Cooperativa dos Produtores Orgânicos da Agricultura Familiar de Campo Grande (Organocoop).


De acordo com o presidente da entidade, Vanderlei Azambuja, o resultado positivo, após queda verificada entre 2015 e 2016, reflete a entrada de alguns novos produtores no mercado campo-grandense. Hoje, a cooperativa está com 57 associados, número bem menor que no passado, quando chegou a registrar 101 sócios.“A produção de orgânicos é um pouco mais difícil e eles não conseguem continuar. A atividade exige que o produtor seja orgânico e certificado, então, muitos acabaram se retirando da atividade”, conta.


Para 2018, avalia o dirigente da cooperativa, o grande desafio é organizar a comercialização dos produtos nos mercados. “A demanda dos orgânicos está bem grande, mas a cooperativa ainda não se estruturou o suficiente para chegar nos mercados. Demanda de cliente tem muita. Atuamos mais com as feiras e alguns programas sociais, entre eles o Pnae (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), e agora a gente deve aprovar um plano de ação para começar a entrar nos supermercados”, anunciou.


Conforme o dirigente da Organocoop, esse trabalho deve acontecer em conjunto com os sócios produtores. “Eles também têm de organizar a sua produção no campo, pois a grande dificuldade hoje é o escalonamento de produção. Os sócios da Organocoop são produtores bem pequenos e não têm condições de fazer investimentos em tecnologia para poder manter uma escala de produção”, comentou. “Esses são os maiores desafios daqui para a frente, manter uma escala de produção”, destacou.


Também há uma boa expectativa do segmento quanto à ampliação de parcerias com o poder público para este ano. “O orgânico está em alta e todas as instituições têm um setor se especializando nessa área para dar assistência. A gente tem uma expectativa boa, porque são parceiros muito importantes, principalmente para o pequeno produtor, que são os ‘atores principais’ da cooperativa”, concluiu.


Pontos de venda

Hoje, há comercialização de orgânicos em seis locais, três dias por semana. Às quartas-feiras, a população pode comprar os produtos nos pontos de venda montados em frente ao Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e na Praça do Rádio Clube. Aos sábados, há feiras no estacionamento da prefeitura, no Shopping Bosque dos Ipês e na Praça dos Imigrantes. No domingo, há venda de produtos orgânicos no estacionamento da Igreja Adventista do Sétimo Dia Primeira Essência, no Bairro Vivendas do Bosque. Além disso, já participaram de eventos montados no Shopping Campo Grande.


Em busca de produtos mais saudáveis

Em área de apenas 4 hectares e com a iniciativa de três amigos em busca de alimentos mais saudáveis surgiu a Terra Benta. A empresa de produção de alimentos orgânicos atua hoje em feiras e várias redes de supermercados na Capital.


Segundo um dos sócios, Beto do Valle, o projeto surgiu para atender a uma demanda reprimida de mercado. “Verificamos por meio de pesquisa no varejo que havia uma demanda reprimida desses alimentos mais saudáveis”, destaca Valle. Diante do cenário, ele conta que resolveram investir e buscaram uma área próxima à cidade, pela questão de logística. “Buscamos meios de produção e instituições para iniciar o projeto. Hoje, o nosso forte são as folhas”, destaca.


A produção inclui alface crespa, lisa, americana, couve, rúcula e cheiro-verde, além de tomate cereja, abobrinha, pepino, beterraba e cenoura. “Atuamos acompanhando a safra e as espécies mais comuns a cada período, sempre respeitando a aptidão para a época”, salienta.


Atualmente, os pontos de venda são: a feira da Praça do Rádio Clube, a Praça Bolívia em dias de evento, empórios diversificados e supermercados.



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